16 de julho de 2009

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DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

É muito comum confundir Deficiência Intelectual com Doença Mental.

Segundo a Associação Americana de Deficiência Mental,o deficiente intelectual (D.I.) apresenta niveis de desenvolvimento intelectual (QI) abaixo da média da população. Tais funcionamentos devem estar associados a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), com início antes dos 18 anos.

Em 1995 o simpósio INTELLECTUAL DISABILITY: PROGRAMS, POLICIES, AND PLANNING FOR THE FUTURE da Organização das Nações Unidas – ONU, altera o termo deficiência mental por deficiência intelectual, no sentido de diferenciar mais claramente a deficiência mental da doença mental (quadros psiquiátricos não necessariamente associados a déficit intelectual). Em 2004, em evento realizado pela Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde o termo deficiência é consagrado com o documento "DECLARAÇÃO DE MONTREAL SOBRE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL”.




A WiKIDUCAÇÃO traz em sua página eletrônica ( http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Defici%C3%AAncia_intelectual) a seguinte matéria sobre Deficiência Intelectual:


O conceito de Deficiência intelectual, passou no decorrer dos anos por diversas definições e terminologias para caracterizá-la, tais como: Oligofrenia, Retardo mental, Atraso mental, Deficiência mental, etc. De acordo com Krynski et al. (1983), esse tipo de deficiência é um vasto complexo de quadros clínicos, produzidos por várias etiologias e que se caracteriza pelo desenvolvimento intelectual insuficiente, em termos globais ou específicos.
Segundo a Associação Americana de Deficiência Mental (AAMR) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), Deficiência Intelectual ou Deficiência Mental (DM - como não é mais chamada) é o estado de redução notável do funcionamento intelectual, significativamente abaixo da média, oriundo no período de desenvolvimento, e associado à limitações de pelo menos dois aspectos do funcionamento adaptativo ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade em comunicação, cuidados pessoais, competências domésticas, habilidades sociais, utilização dos recursos comunitários, autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e trabalho.
A deficiência intelectual se caracteriza também por um quociente de inteligência (QI) inferior a 70, média apresentada pela população. Esta é uma nova classificação e tem importantes implicações para o sistema de prestação de serviços para pessoas com esse tipo de deficiência. A maneira anterior de classificação fazia referência aos elementos diagnósticos da deficiência mental. Assim, a utilização de um único código de diagnóstico de deficiência mental se afasta da conceituação prévia amplamente baseada no QI, que estabelecia as categorias de leve, médio, severo e profundo. Deste modo a pessoa era diagnosticada como deficiente mental ou não, com base no comprometimento dos três critérios de: idade de instalação, habilidades intelectuais significativamente inferiores à média, limitações em duas ou mais das dez áreas de habilidades adaptativas estabelecidas.


Quais são as causas?

Podemos dizer que as causas podem ser provenientes de:

* fatores biológicos (genético, infecções gestacionais, doenças durante a gravidez - meningites, rubéola e outras):

*fatores físicos ( traumas cranianos, dificuldades no parto);

*fatores químicos (drogas em geral utilizadas durante a gestação - álcool, tabagismo, tóxicos, remédios inadequados à gestantes).



Quando podem ocorrer?

Podem se instalar no indivíduo em três fases da vida:

Pré-Natal: da concepção até o momento do parto;

Perinatal– início na concepção e término na lactação;
Pós-natal – a partir do parto.



Prevenção da deficiência intelectual
Aconselhamento genético para famílias com casos de deficiência existentes, casamentos entre parentes, idade materna avançada (nestes casos temos uma maior chance de ocorrência ou recorrência de Síndrome de Down).
Acompanhamento pré-natal adequado diagnostica infecções ou problemas maternos que podem ser tratados antes que ocorram danos ao feto. Além disso, uma gestação com alimentação e práticas de vida saudáveis também favorecem o desenvolvimento adequado do feto. O Teste do Pezinho, obrigatório em território nacional, é a maneira mais efetiva de prevenção da deficiência intelectual em casos de fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. O Teste do Pezinho não faz diagnóstico de Síndrome de Down.
Do ponto de vista pós-natal, a aplicação de vacinas, alimentação adequada, ambiente familiar saudável e estimulador, cuidados relacionados aos acidentes na infância também são poderosos aliados.


A pessoa com deficiência intelectual tem, como qualquer outra, dificuldades e potencialidades. Seu tratamento consiste em reforçar e favorecer o desenvolvimento destas potencialidades e proporcionar o apoio necessário às suas dificuldades.

A inclusão social é um instrumento extremamente importante na determinação da qualidade de vida desta pessoa, pois lhe permite o acesso a todos os recursos da comunidade, que favorecerão o seu desenvolvimento global.



Importância do Teste do Pezinho:


Teste simples que salva crianças

O Teste do Pezinho identifica doenças que, se não tratadas precocemente, podem levar à deficiência mental e causar outros prejuízos à qualidade de vida. O exame deve ser realizado na primeira semana de vida da criança. A coleta deve ser feita depois de 48 horas do nascimento. Um resultado positivo no Teste do Pezinho significa que deverão ser iniciados os procedimentos de orientação e tratamento para impedir que a doença se manifeste.



O Teste do Pezinho é um exame rápido de prevenção que coleta gotinhas de sangue do calcanhar do bebê com a finalidade de impedir o desenvolvimento de doenças que, se não tratadas, podem levar à deficiência intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas. Através do Teste do Pezinho básico efetuado no estado de São Paulo podem ser diagnosticadas a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias. Para que a prevenção seja possível, a coleta deve ser efetuada na primeira semana de vida da criança e as amostras devem ser enviadas o quanto antes para o laboratório.



A Fundação Ecumência de Proteção ao Excepcional (FEPE) é responsável pelo serviço de Triagem Neonatal do Paraná (Teste do Pézinho), maiores detalhes sobre a entidade e os serviços prestados pela mesma, podem ser obtidos pelo http://www.fepe.org.br/


( parte da matéria retirada da http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Defici%C3%AAncia_intelectual, e da APAE São Paulo - restante escrita por Viviane Patrice)

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