27 de março de 2010

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JOGOS E BRINCADEIRAS DA PASCOA

Chicotinho queimado com ovos!







Idade: 3 - 12 anos

Material: Mini ovos de chocolate (no mínimo 1 por criança)

Objetivo: Associar palavras. Realizar trabalho em equipe. Compreender o jogo competitivo.





Jogando:

Dividir as crianças em duas ou mais equipes.

Esconder os mini ovos em diversos locais.

Informar às crianças se estão perto ou longe dos ovos.

Quente: perto

Frio: longe.

Os ovos encontrados serão colocados em cestas. A equipe que recolher mais ovos será a vencerdora.

Ao final juntar todos os ovos e distribuir para as crianças.


Corrida da colher com ovos de Páscoa.

Idade: 5 - 12 anos

Material: Ovos pequenos de chocolate (no mínimo 1 por criança), colher (1 por equipe), cones (1 por equipe), cestos (1 por equipe) giz.

Objetivo: Executar habilidades motoras fundamentais de locomoção e estabilização. Realizar trabalho em equipe. Compreender o jogo competitivo.

Jogando:

Dividir as crianças em duas ou mais equipes arrumadas em colunas.
Marcar a linha de saída com giz. Colocar na extremidade oposta os cones.
As colunas devem ficar atrás da linha, um cesto com ovos de chocolate deverá ser colocado ao lado da primeira criança.
A criança que estiver na frente deverá pegar um ovo na cesta, colocar na colher e condizir, o mais rápido possível até dar a volta pelo cone e retornar para sua equipe, entregando a colher para o próximo da coluna. E assim sucessivamente. A equipe que terminar primeiro será vencedora.

Ao final cada criança fica com o ovo que usou na brincadeira.


Mímica de Páscoa





Idade: 7 - 14 anos

Material: Cartões com desenhos/palavras que retratem símbolos da Páscoa (ovos, coelho, cesta, símbolos religiosos, alimentos)

Objetivo: Discutir o significado da Páscoa. Expressar-se gestualmente.


Jogando:

Em uma roda de conversa discutir o significado da Páscoa e de seus símbolos. Esclarecer eventuais dúvidas.

Cada criança deverá retirar um cartão sem que as demais vejam. Um participante por vez realizará mimica que represente seu cartão e as demais tentarão adivinhar o que é.

Pode ser feito em grupo.
Boa Páscoa para todos!!!!!!

16 de março de 2010

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PASSEATA DOS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO EM PRÓL DO REAJUSTE SALARIAL, PLANO DE SAÚDE, 33% HORA ATIVIDADE E RESPEITO AO PISO SALARIAL.

Eu fui.....
E foi emocionante!
Aliás, fizemos história! É a primeira vez que os professores da Educação Especial participam da
paralisação!
Como trabalhamos em escolas Conveniadas,nunca tivemos liberação das escolas para participarmos, mesmo sendo concursados pela Secretaria Estadual da Educaçao.
Hoje, fomos em 10 professoras pela manhã e ficamos dutante o dia lá, a tarde chegaram
mais 5 professoras!
É o começo de uma nova História...



16/3/2010 16:37:52 - Dia-a-Dia Educação in http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=1433





Representantes dos professores e funcionários da rede estadual de ensino apresentaram a pauta de reivindicações no Dia Nacional de Mobilização da categoria, nesta terça-feira (16). Eles foram recebidos no Palácio das Araucárias pelo vice-governador Orlando Pessuti e pelas secretárias da Administração, Maria Marta Lunardon, e da Educação, Yvelise Arco-Verde. “O Governo do Paraná está sempre aberto para receber os professores e servidores estaduais”, disse Pessuti.



Duas das principais reivindicações da categoria receberam resposta imediata. A secretária Yvelise Arco-Verde confirmou que será aberto nesta quarta-feira um processo seletivo simplificado para contratação de auxiliares de serviços gerais. Em paralelo, a secretária da Administração, Maria Marta Lunardon anunciou a homologação da nomeação de 2.259 professores aprovados no último concurso público.



As conquistas dos professores e servidores estaduais da Educação desde 2003 foram reconhecidas pela presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes. Segundo ela, o plano de cargos e salários criado pelo governo estadual trouxe segurança para a categoria.



O vice-governador Orlando Pessuti reforçou a disposição do Governo do Paraná de melhorar os salários dos professores. “Historicamente temos trabalhado pela reposição salarial e pela implementação do plano de cargos e salários da categoria”, lembrou.



Pessuti sugeriu que um grupo integrado por representantes das Secretarias da Administração e da Educação e APP-Sindicato reúna-se com a Secretaria da Fazenda para analisar a possibilidade de reajustes no futuro. Em maio, todos os servidores públicos receberão 5% de reajuste salarial.



A demanda por auxiliares de serviços gerais cresceu em quase todas as escolas estaduais. “Há um número significativo de servidores em licença e, ao mesmo tempo, houve um grande crescimento no número de matrículas, especialmente no ensino médio, o que torna necessário contratar mais servidores”, informou Ricardo Bezerra, diretor geral da Secretaria da Educação. “Até a semana passada, estávamos tentando contratar os selecionados no Processo Seletivo Simplificado realizado em 2009 justamente para atender as demandas do ano letivo atual”, explicou. De acordo com o Grupo de Recursos Humanos, os remanescentes da última seleção não atenderam ao chamamento, o que obriga a abertura de novo processo seletivo para temporários.



HISTÓRICO - Após oito anos sem aumento salarial, os professores receberam um aumento médio de 33% em 2004, com a implantação do novo Plano de Carreira, reajustes de 17,04 em 2007, 5% em maio de 2008, 10% em setembro de 2008 e 6% em 2009. Os funcionários tiveram aumento salarial de 25% a 88% em 2006, 3,14% em 2007, 5% em 2008 e 6% em 2009.



A atual remuneração inicial de um professor é de R$ 1.906,40, para jornada de 40 horas semanais - a remuneração inicial é composta pelo vencimento base, mais 24% de auxílio transporte. Em dezembro de 2002, pelas mesmas horas de trabalho o salário era de R$ 770,08.

Para professores com regime de 20 horas semanais, foi criada a possibilidade da dobra de padrão - conforme decreto nº 4213. Foi concedida a aposentadoria especial, com 25 anos de trabalho, para diretores e pedagogos.

Foram realizados três concursos públicos para professores e pela primeira vez na história da educação foi realizado concurso para funcionários administrativos e de serviços gerais das escolas. Os concursos possibilitaram a formação de quadros próprios e estáveis.

Em 2002, a rede estadual tinha em seu quadro efetivo aproximadamente 32 mil cargos de professores, e em 2009, 62 mil. O número de funcionários efetivos da Educação triplicou. Em 2002 eram 5.233 mil, e hoje são cerca de 16 mil, com 5.882 nomeações previstas para os próximos meses.



O Plano de Cargos e Salários dos professores e o Plano de Carreira dos funcionários das escolas foi aprovado por Requião. Para os professores em último nível da carreira, antes sem perspectiva de crescimento profissional, foi criado o Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. O projeto que vai transformar em lei esta política de governo será encaminhado à Assembléia Legislativo no dia 27 de março.

“O Governo do Paraná está sempre aberto a receber todas as categorias para conversar. É importante que os sindicalistas e representantes de classe conheçam a realidade do Estado”, disse a secretária da Administração e Previdência, Maria Marta Lunardon.
A valorização dos professores e servidores da Educação foi destacada pela secretária da Educação Yvelise Arco-Verde. “A situação hoje está exatamente o oposto de como se encontrava em 2002. A categoria reconhece a valorização promovida por este Governo não só em termos salariais, mas com a criação de programas como o PDE e de formação continuada, que vem recuperando a autoestima dos trabalhadores da educação”, afirmou.

12 de março de 2010

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DIA DO CIRCO - 27 DE MARÇO







Em alguns calendários constam que o dia do
Circo é dia 15 de março, em outros a data é dia 27 de março.... bom de qualquer forma , já estão aki algumas atividades...





O Circo da Alegria



Chegou, chegou, tá na hora da alegria
Chegou, chegou, tá na hora da alegria
O circo tem palhaço, tem, tem todo dia
O circo tem palhaço, tem, tem todo dia

(Repete)

Bate no bumbum bum bum bum bum
Pula num pé só só só só só
Tem barata aqui qui qui qui qui
No meu paletó tó tó tó tó

Tem pipoca ca ca ca ca
Chupa picolé lé lé lé lé
De abacaxi não faz xixi
Na sua vovó
Nosso circo é o maior!

Lá lá lá lá, rei, lá lá lá lá, rei...
Lá lá lá lá, rei, lá lá lá lá, rei...
Lá lá lá lá, rei, lá lá lá lá, rei...
Lá lá lá lá, nosso circo é o maior!



Personagens circenses com tubos de papel higienicos:







Atividades para Colorir


Fonte: http://www.dltk-kids.com/nte: home.howstuffworks.com


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LEMBRANCINHA DA PÁSCOA - CESTINHA DE PÁSCOA

- copie e cole no word a imagem abaixo
- amplie ou reduza a imagem conforme o tamanho desejado
- imprima em uma cartolina branca no tamanho A4 (tamanho de uma folha sulfite)
- recorte
- monte e cole as laterais da cestinha
- cole a alça
- coloque um ovinho dentro da cestinha

Fonte: http://www.ideiasearte.com/2010/03/cestinha-de-pascoa.html
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AS CRIANÇAS BRASILEIRAS ESTÃO MAIS ALTAS

por GABRIELA CUPANI da Folha de S.Paulo em 11/03/2010

Crianças e adolescentes brasileiros são mais altos, em média, do que os americanos na faixa etária entre os sete e os 17 anos. Isso é o que revela um estudo inédito conduzido por pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
A pesquisa também mostrou que a maturação biológica (como a chegada à puberdade) dos brasileiros e brasileiras acontece mais precocemente em relação aos americanos e que os americanos alcançam os brasileiros por volta dos 14 anos.

O trabalho, que faz parte do projeto Esporte Brasil -observatório de indicadores de crescimento e desenvolvimento corporal, motor e do estado nutricional de crianças e jovens-, gerou uma proposta de curvas de estatura, peso e índice de massa corporal especificamente para crianças brasileiras.

Até agora, só havia iniciativas antigas e isoladas, criadas com dados de regiões específicas, para criação de uma curva de crescimento nacional.

"Médicos pediatras e outros profissionais da saúde no Brasil utilizam as curvas de crescimento dos CDCs [crianças e jovens americanos] para avaliar as nossas. E as pesquisas daqui demonstram que nossas curvas de crescimento são distintas das americanas", enfatiza Adroaldo Gaya, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Projeto Esporte Brasil.
Trata-se do primeiro estudo que utilizou uma amostra de escolares, representativa dessa população, com o objetivo de comparar estudantes brasileiros com parâmetros de crescimento internacionais.
A comparação dos valores de estatura, peso e índice de massa corporal com os valores de referência da Organização Mundial da Saúde e dos CDCs (Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos) mostrou que os jovens brasileiros atingiram ou ultrapassaram os pontos de referência na maioria das idades.

Crescimento do país

Os autores avaliaram dados de 41.654 alunos de escolas públicas e privadas de todas as regiões brasileiras. As informações foram coletadas por professores de educação física de cada escola que aderiu ao projeto -a maioria está situada na zona urbana.

"Queríamos verificar se o crescimento físico das crianças e adolescentes brasileiros estava aquém ou além das curvas internacionais", diz Diego Augusto Santos Silva, professor do programa de pós-graduação em educação física da Universidade Federal de Santa Catarina e um dos autores do estudo.

Segundo ele, duas ou três décadas atrás o crescimento brasileiro estava abaixo dos padrões internacionais.

Uma das hipóteses que explicam a mudança é o crescimento do país e a melhora nas condições de vida. O padrão de crescimento das crianças seria um reflexo disso.

"As crianças brasileiras estão crescendo mais porque estão mais saudáveis. A puberdade também está sendo antecipada", diz Romolo Sandrini, presidente do Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Sem dúvida, o fato de as curvas estarem mais próximas das internacionais é um indicativo de saúde das nossas crianças", diz. Segundo ele, isso se deve a fatores como melhoras no aleitamento materno e na cobertura da vacinação.

8 de março de 2010

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Mensagem

MULHER

Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.
É lutar por causas perdidas e
sempre sair vencedora.
É estar antes do ontem e depois do amanhã.
É desconhecer a palavra recompensa
apesar dos seus atos.


Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.


Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes
sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.
É cancelar sonhos em prol de terceiros.
É esperar quando ninguém mais espera.


Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.


Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papeis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil...
Pra ter um carinho.


Ser mulher...
É se perder em palavras e
depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções
que nem sempre são captadas.


Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,
vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,
ve-los desmoronados pelas águas.
E ainda assim amá-los.


Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.
É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.


Ser mulher...
É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.


Ser mulher...
É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.
É esperar sempre por um recomeço.


Ser mulher...
É ter a arrogância de viver
apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e
das decepções.


Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.
É amá-los igualmente.


Ser mulher...
É ter confiança no amanhã e
aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis
em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista.


Ser mulher...
É entender as fases da lua
por ter suas próprias fases.
( autor desconhecido )

 Parabéns à todas as mulheres deste mundo! 
Que Deus Ilumine Nossas Vidas, Que Abençoe Nossos Amores, Acalante nosso Corpo Cansado
do Dia-a-dia!
Fala a verdade, NOS MERECEMOS SIM!!!!


2 de março de 2010

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EDUCAÇÃO ESPECIAL - SINDROME DE ASPERGER

O Que é Síndrome de Asperger?

Letícia Calmon Drummond Amorim*
A síndrome de Asperger, um dos transtornos abrangentes do desenvolvimento, foi descrita primariamente sob a designação de "psicopatia autística" em 1944, por Hans Asperger, como um quadro caracterizado por déficit na sociabilidade, interesses circunscritos, linguagem sem atraso porém pedante, repetitiva e formal e habilidades intelectuais preservadas. A prevalência de portadores de síndrome de Asperger é de 3:10.000 em população de crianças (FOMBONNE, 2003, 2005).

A relação entre autismo e síndrome de Asperger foi aventada a partir da elaboração de um continuum autístico por Wing (1988), que considera o primeiro um comprometimento comportamental cuja constelação sintomatológica é intimamente relacionada ao desenvolvimento cognitivo. Entretanto, existem questionamentos se o autismo pode ocorrer sem atraso de linguagem e com inteligência normal, bem como controvérsias acerca da comparação entre síndrome de Asperger e autismo sem deficiência mental, incluídos em uma categoria "autismo de alto funcionamento". Para se definirem melhor estes grupos novos estudos são necessários (LORD, RUTTER, 1994).

Os critérios do DSM-IV-TR (APA, 2002) para diagnóstico de síndrome de Asperger são:

A. Alteração qualitativa da interação social, manifestada por pelo menos dois dos seguintes requisitos: (1) Alteração acentuada no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contacto visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social (2) Incapacidade para criar relacionamentos apropriados, ao nível do seu desenvolvimento, com seus pares (3) Ausência de tentativa espontânea de partilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas, (por ex., mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse a outras pessoas) (4) Falta de reciprocidade social ou emocional.

B. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes quesitos: (1) Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesses, anormal em intensidade ou foco (2) Adesão aparentemente inflexível a rotinas e rituais específicos e não funcionais (3) Maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por ex., dar pancadinhas ou torcer as mãos ou os dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo) (4) Preocupação mantida com partes de objetos.

C. A perturbação interfere de forma significativa nas áreas social e ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento.

D. Não existe um atraso clinicamente significativo da linguagem (por ex., palavras isoladas são usadas aos 2 anos, frases comunicativas são usadas aos 3 anos).

E. Não existe um atraso clinicamente significativo no desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de auto-ajuda apropriadas à idade, comportamento adaptativo (outro que não na interação social), e curiosidade acerca do ambiente na infância.

F. Não cumpre critérios para qualquer outro Síndrome com Perturbação Global do Desenvolvimento ou Esquizofrenia.

Os indivíduos com síndrome de Asperger são capazes de estabelecer uma conversação em monólogo caracterizada por uma linguagem prolixa, pedante, sobre um tópico favorito e geralmente não-usual e bem delimitado, suas abordagens desajeitadas e sua insensibilidade em relação aos sentimentos e intenções das demais pessoas e pelas formas de comunicação não-literais e implícitas que elas emitem (e.g., sinais de tédio, pressa para deixar o ambiente e necessidade de privacidade) podem frustrar seu desejo de fazer amigos (KLIN,2006).

As principais teorias cognitivas utilizadas para a compreensão dos déficits autísticos são a da mente, a da coerência central e a da disfunção executiva. A teoria da mente, descrita por Baron-Cohen (1988), refere-se a incapacidade de atribuir estados mentais aos outros e dessa forma prever o seu comportamento.

O termo coerência central é utilizado para referir-se à tendência cotidiana de processar a informação recebida, dentro de um contexto em que se capta o essencial, freqüentemente às custas da memória para os detalhes, a teoria da fraca coerência central proposta por Hill e Frith (2003) explica a tendência de se preocupar com partes em detrimento de um significado amplo.

A teoria da disfunção executiva propõe que os prejuízos na socialização e na comunicação são secundários aos déficits na função executiva. Esta se refere à habilidade para resoluções de problemas, ação mediada pelo córtex frontal, e compreende todo o processo que forma a base do comportamento direcionado, a saber: planejamento, memória de trabalho, inibição de respostas e flexibilidade cognitiva (DUNCAN, 1986).

O prejuízo social decorrente dos deficits autísticos é considerado permanente, não há consenso sobre um tratamento específico para a síndrome de Asperger, o uso de medicação é indicado para tratar co-morbidades caso elas ocorram. Lord e Rutter (1994) destacam quatro alvos básicos de qualquer tratamento: 1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com os autismo.

Referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico deTranstornos Mentais - DSM IV TR. Tradução de Cláudia Dornelles. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

BARON-COHEN, S. Social and Pragmatic Deficits in Autism: Cognitive or Affective? Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 18, n. 3, p. 379- 401, 1988.

DUNCAN, J. Disorganization of Behavior After Frontal Lobe Damage. Cognitive Neuropsychology, v. 3, p. 271-290, 1986.

FOMBONNE, E. Epidemiological Surveys of Autism and Other Pervasive Developmental Disorders: An Update. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 33, n. 4, p. 365- 382, 2003.

FOMBONNE, E. Epidemiology of Autism Disorder and Other Pervasive Developmental Disorders. Journal of Clinical Psychiatry, v. 66, n. 10, p. 3-8, 2005.

HILL, E. L.; FRITH, U. Understanding autism: insights from mind and brain. Philosophical Transactions of The Royal Society of London, Series B, Biological Sciences, v. 358, p. 281- 289, 2003.

KLIN, A. Autismo e Síndrome de Asperger: Uma visão Geral. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, p. 3-11, 2006.

LORD, C.; RUTTER, M. Autism and Pervasive Developmental Disorders. In: RUTTER, M.; TAYLOR, E.; HERSOV, L. (Ed.). Child and Adolescent Psychiatry Modern Approaches. 3rd ed. Oxford: Blackwell Scientific Publications, 1994. p. 569-593.

WING, L. The Autistic Continuum. In: Aspects of Autism: Biological Research. London: Royal College of Psychiatrists and The National autistic Society, 1988. p. 5-8.

*Psiquiatra do Projeto Distúrbios do Desenvolvimento (PDD) do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP USP), Mestre em Psicologia Clínica pelo IP USP.




Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Laboratório de Saúde Mental do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP)


Site do PDD: http://disturbiosdodesenvolvimento.yolasite.com
 
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